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Falecimento de Adriano Robalo

Não poderia haver melhor Homenagem do Clube dos Galitos ao seu antigo jogador e sócio Adriano Robalo que um texto escrito por um seu antigo discípulo, jogador do clube e figura pública da cidade de Aveiro, Dr Alberto Souto de Miranda e um outro pelo nosso distinto sócio, Dr. Juiz Conselheiro João Pires da Rosa.

 

“Adriano Robalo foi meu treinador de basquetebol nos iniciados do Galitos. Não era muito de teorizar sobre as tácticas. Era mais de entusiasmar a garotada com os exemplos. Ainda me recordo bem daquela técnica que ele tentava que aprendêssemos, de entrar para o cesto pela direita, simular o lançamento e, já em pleno salto, voar para o lado esquerdo e deixar a bola no dito e os adversários estonteados…Era um “truque americano” que só o Adriano Robalo então sabia fazer. Tinha um raro poder de elevação e foi um dos melhores da sua geração. Foi, também, treinador pedagogo, sempre sereno e sem autoritarismos. Não faltavamos a um treino, claro. Porque nos desafiava para irmos mais longe e mais alto. Com a resiliência que só o rinque do Parque dava. Cruzamo-nos, depois, ao longo dos anos e sempre o encontrei como o conhecera na escola do rinque do Parque: com a elevação do carácter, o gesto inesperado e gentil, a capacidade de lutar pelos cestos difíceis. Era um dos símbolos do Galitos. Daqui a pouco, merece bem o nosso urro guerreiro, de crista baixa e tristes, mas muito gratos: “Pelo Robalo canta, canta…?”

 

Alberto Souto de Miranda

 

Adriano Robalo! Um desportista morreu! Não apenas um grande jogador de basquetebol, um grande Capitão, não apenas uma referência do Clube dos Galitos, mas um grande desportista. E é esta a imagem, forte e definitiva, que me fica de ti, meu caro Adriano Robalo, um grande desportista! Com tudo o que o desporto traz de belo e essencial à condição humana. Uma indeclinável exigência de cada um para consigo próprio, uma vontade posta em prática – continuadamente – de ser em cada dia melhor que no dia anterior, a certeza de que só com um persistente trabalho individual se trilham os caminhos do triunfo, uma consciência nítida de que nada se consegue sem um indestrutível espírito de equipa. Tudo isto tu punhas em campo com uma singeleza e uma ternura desconcertantes, sem ponta de sobranceria ou arrogância. E por isso eras o maior porque eras o melhor, eras o Capitão porque eras o discreto guia que comandava sem necessidade de gritar qualquer voz de comando, eras a referência porque cada um de nós gostaria de ser como tu eras. E mais, contigo aprendi, contigo aprendemos e vivemos sempre, um indeclinável respeito pelos adversários, por aqueles que honesta e afincadamente tudo fazíamos para vencer em campo, mas que em todos os momentos respeitávamos como iguais e como amigos. E tantos, do Galitos e das equipas adversárias, ficaram teus amigos! Ontem, 24 de Maio de 2016, partiste. Eu nem sabia que tinhas chegado a 28 de Dezembro de 1939, uns anitos antes de mim. Mas que importa! Tu eras e continuarás a ser o Adriano Robalo. Os teus filhos, as tuas noras, os teus netos, a Cristina! Sofrem com a tua partida o momento último e definitivo de uma doença que tanto os fez sofrer. Mas nós, os teus amigos e colegas de equipa e tantos aqui estiveram para te dizer adeus!), vimos neles a discreta serenidade do dever cumprido. E a certeza de que em cada um deles muito ficará sempre de ti Faltou naquele momento, apenas, uma voz que a dor emudeceu. Mas essa vou eu gritá-la agora com toda a força do profundo respeito com que todos nós te víamos: Pelo Adriano Robalo, canta, canta!  

 

João Pires da Rosa 

 

A direção,

 

Na foto os irmão Luis e Adriano Robalo ( foto memorias de Aveiro)

26/05/2016 04:57

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